pediatra

Vamos falar de Doença Mão-Pé-Boca

O quadro inicial não difere da clássica “virose”: febre, com duração de 3 a 6 dias, mal-estar, sem sintomas específicos que ajudem no diagnóstico (ou seja, não tosse, não dói o ouvido, não dói a garganta)… até que a criança para de comer e começam a aparecer um moooonte de bolinhas avermelhadas nas mãos e nos pés e aftas na boca. A família corre pro pediatra e o diagnóstico sai como Doença Mão-Pé-Boca.

Traduzindo em miúdos: é uma doença VIRAL, podendo ser causada pelo vírus Coxsackie A5, A7, A9, A10, B2 e B5 e pelo enterovírus 71, mas com maior frequência pelo Coxsackie A16. Geralmente afeta crianças menores de 10 anos, com transmissão fecal-oral, por gotículas (via respiratória) e pelo líquido das vesículas na fase ativa da doença. Cursa com febre alta, falta de apetite e mal-estar e, após um ou dois dias do início da febre, aparecem bolinhas na boca, nas mãos e nos pés (geralmente em região palmo-plantar), que se tornam aftas e pequenas bolhas d’água (vesículas), bem dolorosas.

A doença não tem tratamento específico, somente de suporte, então só tratamos os sintomas: antitérmico para a febre e analgésico para a dor. Não há consenso entre a necessidade de afastamento da escola, mas por precaução, é melhor que a criança fique em casa enquanto tiver as lesões ativas da doença, que duram de 7 a 10 dias.

Felizmente, as complicações são raras, mas a doença exige cuidados, pois a criança não irá querer se alimentar ou ingerir líquidos por causa da dor.

3anos, 7anos, viajando

Viajando com Alérgico – Orlando!

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Vivaaaaaaaaaa!

E, enfim, a tal viagem para conhecer as princesas saiu do papel. Quem já acompanha o blog há algum tempo, deve se lembrar de quando tirei o passaporte da Fofa (o primeiro em 2012, pois pretendíamos viajar em 2013, mas aí veio uma Fofinha a mais. O segundo, em 2015, aí já tiramos os passaportes das duas), então sabe que essa viagem foi planejada com muito carinho.

Porém, a tal da alergia alimentar adiou os nossos planos em um ano. Por mais que o complexo Walt Disney World Resorts seja notadamente conhecido por ter opções para alérgicos, nós é que não iríamos arriscar ter todo o stress de uma viagem internacional de novo (já fomos pra Grécia, lembram?).

Claro, a alergia alimentar passou, mas a tal da asma e da rinite, não. Então os cuidados básicos se mantiveram:

  1. Escolher um hotel que não tivesse carpete;
  2. Levar receitas em inglês;
  3. Levar todos os remédios de uso contínuo E para emergências;
  4. Ir com um BOM seguro saúde com opção de cobertura para doenças pré-existentes.

Preparativos feitos, passagens e ingressos comprados, lá fomos nós pro aeroporto de Guarulhos para encontrar o resto da família e começar a incrível jornada.

Fomos de LATAM até Miami, de onde faríamos a conexão para Orlando pela American Airlines. Logo na primeira refeição, a boa surpresa: não erraram a refeição especial do meu cunhado, que solicitou sem lactose (não olhei direito pra ver o que veio na bandeja dele, porque estava ocupada equilibrando a bandeja da Fofinha). Porém, já sabíamos que na próxima etapa, não haveria a opção especial, pois em vôos domésticos, a American Airlines oferece somente bebidas como cortesia, os lanches são comprados.

Depois de uma série de atrasos (incluindo a saída de Guarulhos, a fila da imigração, a perda da conexão…), chegamos ao hotel. Ficamos no Vacation Village at Parkway, um resort perto da saída para os parques, em Kissimmee. Bem equipado, com apartamentos conjugados (compartilhando o mesmo número e hall de entrada), um com cama king size + sofá-cama e cozinha completa e o outro com cama de casal padrão + sofá cama e cozinha com forno elétrico. Também tinha piscina, mas com um frio de 9ºC, preferimos nem conhecer.

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Agora, uma coisa posso dizer: estava FRIO. MUITO FRIO. Pra quem é do interior de SP, ainda, era CONGELANTE. Parecia que a Elsa tinha passado por ali e construído o castelo de gelo dela em cima do hotel. E claro que os caipiras aqui não tinham roupa suficiente para aguentar isso, então corremos pro Walmart mais próximo para comprar roupas de frio (passamos em Disney Springs antes pra trocar os vouchers e comprar as Magic Bands, então lógico que teve a passadinha na Zara). Também compramos comida para os lanches e café da manhã… e aí que os meus conhecimentos de inglês valeram a pena, porque ainda tenho o hábito de ler rótulos.

No próximo Viajando com Alérgico: os parques.

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Casa nova, logo novo…

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Mudei tudo!

Pois é, mudei o blog de casa, mudei o nome dele, mudei o logo…

O motivo? Depois de anos escrevendo o Mamãe Pediatra, de maneira 100% amadora, só para descontrair e para levar um pouco de informação para as pessoas de que gosto, resolvi registrar o domínio. Só que daí descobri que ele já tinha sido registrado. Ahã. O domínio direciona para a página de outra mamãe pediatra, iniciada bem depois da minha, mas sabe como é a vida, né? O nome pertence a quem registrar primeiro.

Então contratei os serviços de uma amiga mega master blaster competente para fazer a minha identidade visual, que será usada nos meus materiais de papelaria pro consultório e para a definição da minha marca virtual. Como já usava o nome mamiped nos logins de várias redes sociais (Twitter, Instagram e Snapchat), foi esse que escolhemos para usar na identidade visual.

Com isso, as meninas e eu ganhamos também uma cara nova para o mundo virtual, que será usada em diferentes momentos.

Peço muuuuuuita paciência… pois vou fazer a migração do conteúdo antigo através do próprio WordPress, então pode ser que não dê certo de primeira…

materias, pediatra

Sobre febre amarela e mosquitos

Eu queria que a primeira postagem do ano fosse mais um Viajando com Alérgico (Orlando! Disney e afins), mas quis o mosquito que as atenções fossem voltadas a ele. Como já vi escrito por aí, em tempos de crise, o Aedes aegypti diversificou suas atividades, agora ele transmite dengue, zika, chikunguya e febre amarela.
Piadas a parte, vamos primeiro às definições, pois elas são importantes para entendermos o que estamos enfrentando.
A febre amarela é uma doença FEBRIL aguda, de curta duração (máximo 12 dias), que pode variar de leve até casos graves, potencialmente fatais. Tem evolução bifásica, o que significa que tem início súbito, cursando com febre alta, pulso lento, calafrios, dor de cabeça forte, dor no corpo, prostração, náuseas e vômitos, que duram por volta de 3 dias. Depois desse primeiro período, há uma melhora, com a febre cessando dois dias depois. Pode então, evoluir para a cura ou para um segundo período de doença, considerado mais grave, com febre mais alta, vômitos escuros, diarréia, insuficiência hepática, icterícia e manifestações hemorrágicas, levando a torpor, comprometimento da consciência, até o coma.
É causado por um arbovírus, cujo reservatório natural e vetor é o mosquito da espécie Haemagogus janthinomys, sendo os hospedeiros, os macacos. O ser humano não imunizado entra no ciclo acidentalmente. E onde entra o Aedes aegypti? Ele é o vetor e reservatório natural da Febre Amarela URBANA (FAU), cujo último surto no estado de SP data de 1942.
Os casos atuais são de Febre Amarela SILVESTRE (FAS), sendo que o último surto foi em 2009. Novamente, o ser humano entra acidentalmente no ciclo da FAS, quando segue não imunizado para áreas com circulação natural do vírus.
Isso também não quer dizer que precisamos matar os macacos, como já vem acontecendo em algumas regiões de MG. Eles são nosso alerta, o indicativo de que algo anormal está acontecendo e que a vacinação precisa ser intensificada naquela região.
Falando sobre a vacinação, ainda não há recomendação para a vacinação de rotina para residentes de Campinas e RMC. A vacinação deve ser feita somente nas pessoas que irão se deslocar para áreas de risco e somente seguindo o calendário vacinal:
  • Menores de 6 meses: VACINA CONTRA-INDICADA. Deve-se procurar adiar a viagem para locais de risco e seguir as medidas de proteção contra picadas de insetos.
  • De 6 a 9 meses, moradores de área de risco em situação de surto ou com viagem inadiável para região de surto: 1 dose, seguida de 1 dose de reforço aos 4 anos de idade.
  • De 9 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade: 1 dose, seguida de 1 dose de reforço aos 4 anos de idade.
  • A partir dos 5 anos de idade, com primeira dose antes de completar 5 anos: 1 dose de reforço.
  • A partir dos 5 anos de idade, primovacinação: 1 dose, com reforço em 10 anos.
  • A partir dos 5 anos, com 2 doses documentadas: considerar imunizado. Não realizar nova dose.
  • Gestantes: VACINA CONTRA-INDICADA. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação.
  • Lactantes de bebês menores de 6 meses de idade: VACINA CONTRA-INDICADA. Recomenda-se aguardar até que o bebê tenha 6 meses ou suspender o aleitamento materno por 28 dias.
Lembrando que é necessário ficar atento às notícias, pois sempre que houver mudança nas cidades com recomendação de vacinação, é por ali que ficaremos sabendo.
A última atualização foi a inclusão das cidades: 
  • AGUAÍ
  • ÁGUAS DA PRATA
  • CACONDE
  • CASA BRANCA
  • DIVINOLÂNDIA
  • ESPÍRITO SANTO DO PINHAL
  • ESTIVA GERBI
  • ITAPIRA
  • ITOBI
  • MOCOCA
  • MOGI-GUAÇU
  • MOJI MIRIM
  • SANTA CRUZ DAS PALMEIRAS
  • SANTO ANTONIO DO JARDIM
  • SÃO JOÃO DA BOA VISTA
  • SÃO JOSÉ DO RIO PARDO
  • SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA
  • TAMBAU
  • TAPIRATIBA
  • VARGEM GRANDE DO SUL
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Sobre definições de cores e gêneros…

Desde pequena, ensinamos a Fofa que não existe “cor de menina” ou “cor de menino”. Bem como também não existe “brinquedo de menina” ou “brinquedo de menino”. Existe brinquedo. Ponto. Da mesma forma que a ensinamos a respeitar a opinião dos outros, respeitamos a dela também, por isso, quando ela definiu que cor-de-rosa era a cor favorita dela, assim seria.
Por anos o nosso mundo foi cor-de-rosa. Era fácil acertar na roupa, no sapato, no lacinho de fita pro cabelo. Os parentes e amigos achavam fácil, era só comprar algo rosa que era certeza de cair no gosto dela.
Mas daí ela cresceu. Passou a continuar gostando do rosa, mas começou a gostar das outras cores também. Roxo, amarelo, verde…
… até que veio a sentença.
Mamãe, eu não gosto mais de rosa.

Eu, nessa hora.

Só que o “não gostar” envolvia o “não vou mais usar” também. Não pensei que fosse ser tão complicado, pois ela devia ter roupas não-rosa, certo?
Errado.
Devia ter um conjunto só, verde. E olha lá. Para completar, ela passou por um estirão de crescimento e nenhuma roupa servia (mentira. O uniforme escolar servia). Então lá foi a mãe e a vovó às compras para refazer o guarda-roupa.
PRIMEIRO problema: onde achar roupas não-rosa para meninas? Sim, porque ela ainda quer roupas femininas, ela só não quer que sejam rosa. Na idade dela? Beirando o impossível.
SEGUNDO problema: ela adora o desenho Hora de Aventura. O primo dela também e ele tem um roupas com estampas da série. Portanto, ela quer roupas com estampas da série para ela também. Pra achar? Só garimpando nas lojas. E mesmo assim, dependendo da unidade da loja, não tem.
TERCEIRO problema: o tamanho. Minha meninona é maior do que as colegas da mesma idade (e maior do que alguns meninos também…). Portanto, roupas tamanho 8 feminino não servem (mas as tamanho 6 masculino servem).
Um dos achados de hoje. Ela adora a Marceline.
QUARTO problema (mas não o menos importante): quase tudo o que se faz para meninas nessa idade está relacionado a corações, bichinhos fofinhos, frufrus e glitter. E se uma menina quiser uma camiseta de uma rainha vampira? E pensando em personagens femininas mesmo, por que é tão difícil achar uma camiseta de Miraculous Lady Bug no tamanho que preciso? 
“Ah, mas é porque a modelagem é padronizada e é diferente para meninos e meninas.”
Nem todas as meninas são sílfides compridas e fininhas. E nem todos os meninos são brucutus de ombro largo. Talvez seja hora de repensar essa tabela de tamanhos. E as padronagens de estampas. 
aplv

Viajando com alérgico – The Royal Palm Plaza Resort… de novo

Não posso negar que, morando na mesma cidade que o resort e tendo o plano do Vacation Club, passar alguns fins de semana no The Royal Palm Plaza Resort se tornou um dos passeios favoritos da minha família.
Desta vez vou falar, ainda do ponto de vista do alérgico, mas já com a liberdade de poder comer sem precisar ficar paranóica com alérgenos.
Já começo com uma crítica: ainda não há placas indicativas de alérgenos nos restaurantes. As unidades do restaurante Kilimanjaro (Shopping Iguatemi Campinas e Galleria Shopping), por exemplo, embora não garantam a isenção de traços, possuem indicações no cardápio. As unidades da rede América, de São Paulo, têm cardápio exclusivo. Enquanto isso, tanto o buffet infantil, servido no Paço dos Nobres, como as refeições servidas no Terraço e no Vila Real, não possuem essa indicação. Desta vez, não encontrei nem a cestinha de produtos sem glúten e os biscoitos de polvilho da Copa do Bebê não eram mais da marca Fabitos, portanto, certamente tinham leite em sua composição.
Não vou nem falar que o que mais tinha nesse prato aí era derivados de leite…
Mas uma coisa me chamou a atenção: os monitores, na hora do cadastro, perguntam se a criança tem alguma restrição alimentar e, caso afirmativo, colocam uma pulseira amarela no pulso além da branca de identificação. 
Na boa, eu não deixaria a minha filha ficar sob o cuidado dos monitores caso ela ainda tivesse alergia alimentar. Não dá para exigir que eles fiquem de olho nela 110% do tempo para evitar que ela coma algo que faça mal. O menu do buffet infantil é MARAVILHOSO para uma criança, mas um PESADELO para os pais de uma criança alérgica, porque…
1) Não tem plaquinha. Não tem. SÉRIO. Porrrrr favorrrrr, uma plaquinha indicando os possíveis alérgenos em cada rechaud não é algo tão complicado para um resort tão tão tão bom!
2) QUASE TUDO tem leite! Ou queijo! Ou manteiga! Ou ovos! Só se salvam o arroz, o feijão e a batata frita (que a gente torce para não ter sido frita no mesmo óleo dos nuggets ou torce pros nuggets não terem leite no empanado) e fiquei em dúvida com os legumes no vapor. O macarrão é passado na manteiga e não sei se o frango grelhado também não recebe essa camadinha de gostosura láctea (eu gosto sim).
3) Sobremesa: só se salva a gelatina e olha lá. Eles fazem um sorvete caseiro ESTUPENDO, mas lógico que vai leite. Tem dias que aparece uma fruta, mas ela é mais presente no café da manhã.
Falando da parte boa, porque tudo tem que ter a parte boa, o café da manhã tem mais variedade para um alérgico (que pode consumir traços): 
  • Tem tapioca,
  • geléia,
  • frutas,
  • granola,
  • suco de frutas fresquinho, 
  • pão francês,
Mas tudoooooooooooooo sem plaquinha! Já perceberam que sou meio maníaca com essas plaquinhas…?
Nos quartos, quem tem uma criança APLV ainda tem que tomar cuidado com o chocolatinho de mimo que deixam em cima das camas: se a camareira vir que tem crianças, irá deixar o chocolate ao leite. Existe a opção do meio-amargo, mas ainda com rótulo antigo, sem a indicação de traços.

Claro que tudo é compensado pela equipe de recreação. Não importa quantas crianças tenha, a equipe é animada, gentil, maravilhosa e educada, aliás, como todos os funcionários do resort. Ficar lá é um excelente exercício de educação para as minhas meninas, porque de tanto ouvir “por favor”, “obrigada”, “eu que agradeço” (não que a gente não use isso em casa, mas quando todo o mundo ao seu redor joga contra, um pouco de gentileza ajuda muito), elas voltam educadíssimas para casa.

Ah, desta vez consegui ver o ambulatório em funcionamento (não com as minhas filhas)! Têm todo o equipamento básico de urgência, incluindo um torpedo de oxigênio, então crianças que precisem fazer inalação têm todo o material necessário lá 🙂

Prometo que o próximo Viajando com Alérgico será em um local diferente 😉

2anos, 6anos, noite de sono

A hora de nanar

Muito se fala sobre a tal hora de dormir, sobre métodos, técnicas, rotina, a tal “higiene do sono” (chega a tal ponto que, para alguns pais, a hora de dormir é a verdadeira “Hora do Pesadelo”), mas para ser bem, bem sincera… eu oriento no consultório toda a teoria, mas em casa só falta dar sedativo pra por a Fofinha pra dormir cedo e rápido.
Tá, comparada com outras crianças, não dorme tarde, não. No máximo, 22h e tá todo mundo dormindo, mas até chegar nesse ponto, já foram 2 horas (sim, elas sobem pra dormir às 20h), 236587 + n! historinhas, musiquinhas cantadas em loop infinito e mãe estressando a níveis nunca antes vistos ou imaginados.
Ai vi esse livro na livraria. Não estava caro, era bonitinho e da mesma ilustradora do livro do Gildo, o último sucesso aqui em casa.
Então, por que não tentar? Afinal, é um livro de relaxamento para crianças… muito bem falado na blogosfera…
A primeira noite foi um fracasso. 
Fofa dormiu quase instantaneamente.
Fofinha deu piti.
Sério.
Começou a rolar na cama, falou que não ia dormir, que não estava com sono, chorou, chamou o papai, terminou na minha cama.
Quase desisti. Mas brasileiro não desiste nunca, então tentei a segunda noite.
Fofa dormiu antes da metade do livro.
Fofinha: Eu naum tô com sono. Eu naum tô com sono (respondendo às afirmações do livro). Mamaim, Fofa mimiu, naum teio mais esse livo.
Ok, parei… ela pegou a minha mão… e dormiu em 5 minutos.
TERCEIRA noite (e vamo que vamo)…
Fofa nem preciso dizer: até roncou.
Fofinha: Sou nenê. Sou nenê. Dá mão, mamaim, tira tavesseilo… RONC. – dormiu antes do fim do livro.
Aí achei que já estava bom e não li o livro do Coelhinho ontem. Pra queeeeeee, meu Deus??? Demorei DUAS HORAS E MEIA pra por o serzinho pra dormir!
Hoje retomamos o santo coelhinho! E em 30 minutos ela estava dormindo!
Mas qual o segredo desse coelho?
O autor, um psicólogo comportamental e linguista suíço, usou técnicas psicológicas para ajudar a criança a relaxar, dormir mais rápido e mais tranquilamente, sugestionando o sono ao inconsciente da criança (dos adultos também, porque eu tenho sono só de ler a história). Não é um livro que você lê do jeito tradicional, ele tem palavras em negrito, que devem ser lidas com ênfase, outras, em itálico, que devem ser lidas devagar e pausadamente. E o próprio texto traz comandos, como bocejar e trechos em que os pais inserem o nome da criança, para que ela se sinta parte da história.
Porém, como deu para perceber na experiência de casa, com duas crianças, o resultado é diferente de acordo com a personalidade de cada uma. A Fofa sempre foi mais tranquila, menos questionadora, então aceitou bem o método. Já a Fofinha, que me faz pensar todos os dias no mantra “ninguém merece”, ainda resiste, acaba dormindo, mas demora bem mais.
Para quem tem criança que anda resistindo ao sono, recomendo. É aquela coisa: não é caro, não faz mal, não é remédio controlado, não custa tentar. 😀
6anos, pokemongo, trocando experiências

Vamos falar sobre os tais bichinhos… temos que pegar! Pokémon GO!

Quem tem por volta de seus 20-30 anos deve se lembrar das aventuras de Ash Ketchum e seu pokémon Pikachu, num desenho que passava nas manhãs da Globo e que logo se tornou uma febre mundial. Nesse desenho, Ash era um menino que sonhava em se tornar um grande treinador Pokémon e viajava o mundo na companhia de seus amigos (e seu Pikachu extremamente temperamental e de personalidade… marcante).
Tela do jogo de Game Boy
Esse desenho, porém, veio depois do hit de jogos da época: Pokemon (Pocket Monsters), criado para jogar com o Game Boy da Nintendo. Foram várias versões de jogos (red, blue, yellow, etc, etc), com compartilhamento de pokemons via cabo (a última novidade da época), a maior atração entre as crianças e adolescentes. 
Aí, o desenho continuou… a febre deu uma diminuída… não são bobos nem nada, criaram o Pokémon Card Game (as tais “cartinhas pokémon”), que agora virou febre novamente entre crianças do Ensino Fundamental…
… e resolveram criar um jogo para atiçar os maiores. Sim, nos quais EU me incluo.
Pokémon GO é um jogo de realidade aumentada desenvolvido para smartphones que usa a sua localização GPS e a câmera do seu celular. Nele, você é um treinador Pokémon e sai pelas ruas procurando os bichinhos para capturar pela tela do seu celular.
Não faltaram críticas ao jogo, mas também temos relatos positivos, como o de uma criança autista que passou a socializar com as pessoas e a sair de casa após jogar o jogo.
E agora esse bendito está liberado no Brasil e a criançada está surtando e pedindo pra instalar esse joguinho no seu celular (em casa estão)?
Na minha opinião, ele pode SIM servir pra tirar as crianças de dentro de casa e de frente da TV/tablet/computador. Porém, não dá para deixar jogar indiscriminadamente e nem no meio da rua, até para não acontecerem artes do tipo… ser atropelado por um ônibus enquanto caça Pokémon, como um site de humor de Curitiba anunciou hoje de manhã (mas é BOATO, viu?). O que realmente tem acontecido é que marginais estão aproveitando a distração das pessoas jogando e têm roubado celulares, atraindo os jogadores com iscas no jogo.
Então, a Fofa vai jogar?
Vai sim. Mas com REGRAS:
1) Só depois de fazer a lição de casa e trocar de roupa.
2) Na companhia da mãe ou do pai.
3) Dentro do condomínio.
4) E antes de escurecer.
Como sempre dizemos, proibir não é a solução, então vamos deixar as regras bem claro e nos divertir com ela. 😀
 
amamentação, bebe, trocando experiências

Questão de peito

Já faz tempo, muito tempo, que queria escrever sobre isso, mas a rotina acaba nos engolindo e o assunto foi ficando para trás. Então, aproveitando o início da Semana Mundial da Amamentação, que vai de 1 a 7 de agosto, resolvi falar mais uma vez sobre amamentação (já falei sobre a minha experiência aquiaqui).
Todos já sabem, todos os veículos de comunicação falam, mas não custa relembrar… que o leite materno é o alimento mais adequado para os nossos bebês e o aleitamento materno exclusivo deve ser incentivado e mantido até o 6º mês de idade, quando inicia-se a alimentação complementar. Idealmente, o aleitamento deve ser mantido até os 2 anos de idade. Existem situações clínicas que contra-indicam o aleitamento materno, mas felizmente são poucas e, nesses casos, o pediatra que acompanha a criança deverá indicar a fórmula mais adequada para sua alimentação.
Amamentar cansa? Cansa. E dói. Tem noites que a gente se sente péssima, moída, parecendo que uma carreta passou por cima do nosso corpinho, porque o bebê mamou de hora em hora e ainda continua chorando. E porque tudo isso acontece?
1) Bebê não mama só porque tem fome. Mama porque tem sede, fome, frio, mama porque quer a mamãe. Ao ser aconchegado ao seio materno, o bebê ouve os sons que lhe são familiares, sente o cheirinho da mamãe, o calorzinho do abraço e a segurança que tinha antes, intra-útero.
2) Dependendo da via de nascimento, a apojadura (a descida do leite) pode ocorrer até 72 horas depois do parto (em cesárias, por exemplo). Então o bebê vai sugar bastante para mamar o colostro e provocar a descida do leite através do estímulo da sucção.
3) Situações de stress (emocional ou dor) fazem com que o leite diminua temporariamente.
4) Existem os chamados “picos de crescimento”, nos quais o bebê cresce, mas a produção de leite não acompanha o crescimento súbito – o que não quer dizer que é hora de entrar com a mamadeira – então o bebê vai mamar, mamar, até que a mamãe volte a produzir o suficiente para ele. Isso costuma durar aproximadamente 1 semana, depois tudo volta ao normal.
5) Aí agora tem um tal de “salto de desenvolvimento”, ou os Wonder Weeks, quando o bebê atinge um grau de cognição que não tinha antes (aquele dia em que descobre que rolar é legal, por exemplo) e, devido à mudanças e adaptações neurológicas, pode ficar agitado, irritado e… querer mamar, mamar e mamar. Também dura aproximadamente 1 semana.
6) Só que nunca te avisaram que esses tais números 4 e 5 podem acontecer AO MESMO TEMPO, woohoo!
Para completar, ainda tem aquela hora em que você olha pras suas mamas e vê que elas não enchem mais como antes… bate aquele desespero…
Porém, temos que sempre lembrar que mais da metade do leite que o bebê mama não é o estocado nas mamas, mas sim, o que é produzido na hora, enquanto ele está sugando. Sim, é “on demand” mesmo, por isso dá aquela impressão estranha de que o peito está murcho, mas ainda tem leite.
Não podemos nos esquecer também das diferenças entre o leite anterior (início da mamada) e o leite posterior. O anterior é rico em água, vitaminas hidrossolúveis, fatores de proteção (células do sistema imunológico, anticorpos) e lactose (o açúcar do leite). O posterior é rico em proteínas e gorduras. Muitas vezes, o bebê quer só matar a sede, então suga um pouquinho e solta (se está em aleitamento em livre demanda). Se isso acontecer, na próxima mamada, retorne à mesma mama, para que ele consiga pegar o leite posterior que deixou sobrar.
É claro que chega aquela hora em que muitas mães pensam em desmamar, e por motivos diversos. Se isso ocorrer por dúvidas e questionamentos de terceiros (cof – pitacos – cof), recomendo procurar os serviços de uma boa consultora de amamentação, que vá até a sua casa e possa observar a sua rotina. Costumo falar para as mães no meu consultório, que apoiarei e defenderei suas decisões, desde que sejam tomadas conscientemente, com a orientação técnica apropriada. Se for por decisão de terceiros, aí defenderei até o fim o aleitamento materno.
Isso costuma acontecer bastante após o 6º mês de vida da criança. Muitas mães estão exaustas, exauridas e com a sensação de dever cumprido. Claro, explico, oriento, converso, mas se a decisão irredutível for pelo desmame, prescrevo a fórmula e oriento a introdução alimentar complementar. Outra situação em que opto pelo desmame é em alergias alimentares nas quais a mãe não tem condições físicas e emocionais para continuar amamentando em livre demanda e fazendo dieta restritiva.
Quando a amamentação é mantida após a introdução alimentar e não há nenhuma intercorrência, costumo recomendar o desmame gradual, que pode acontecer a qualquer momento, sem traumas, sem stress para ambas as partes. Aqui em casa, ele aconteceu quando a Fofinha estava com 2 anos e 4 meses, 1 mês após a aquisição da tolerância à proteína do leite de vaca.
Eu poderia continuar aqui, enumerando as muitas e maravilhosas vantagens do leite materno, mas isso ainda será amplamente divulgado durante essa semana que começa amanhã.
O que eu queria dizer e reforçar é que: amamentar não é fácil, mas pode ser maravilhoso ou não – depende muito da maneira que encaramos a amamentação. Eu gostaria que todas as mães tivessem a experiência que eu tive (na segunda filha – na primeira fui pra mamadeira com 1 mês!) e se sentissem bem ao amamentar. Como sei que pode não ser possível, o que quero é deixar meu apoio incondicional ao aleitamento materno… e o consolo quando as coisas não acontecem como planejado.
E um beijão pra vocês, da época da “patrulha da madrugada”, quando ela acordava para mamar às… ahn… 3 da matina e ficava toda feliz fazendo “abuuu”.
2anos, aplv, bebe, trocando experiências

… e hoje, tudo voltou ao normal

Demorei para voltar a tocar nesse assunto porque queria ter certeza de que a vida iria prosseguir normalmente.
Quem acompanha o blog deve lembrar que, aos 4 meses de vida (depois da viagem à praia), a Fofinha foi diagnosticada com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) e depois com a Síndrome Látex-frutas, ficando como uma criança com Alergia Alimentar Múltipla, cheia de restrições para a mamãe e para a bebê. 
Não foi fácil. Tivemos que aprender a lidar com muitas coisas, como o raio do controle de traços (que pouca gente sabe que é necessário – inclusive profissionais da saúde – e pouca gente sabe como fazer adequadamente), aprendemos a ler rótulos e a ligar incansavelmente para os SAC dos produtos, incluindo medicamentos, passamos por períodos de perda de peso, diarréias sem fim, assaduras intermináveis, recusa alimentar, bronquiolite (5 dias de internação), pneumonia (1 mês depois da bronquiolite), 7 meses para ganhar um mísero quilo de peso, queda na curva de estatura, recusa da fórmula de aminoácidos livres… para então a mamãe pedir exoneração da Prefeitura de Paulínia para ficar exclusivamente amamentando a bebê e tirando-a da escolinha.
Muitas mães hoje, que acompanho no consultório, ficam desesperadas porque a criança não estabiliza de jeito nenhum. Parando para lembrar da minha história, eu também ficava. 7 meses para ganhar um quilo de peso. 7 meses. As comidas próprias para alérgicos, caríssimas ou impossíveis de serem encontradas na minha cidade. Viajei para São Paulo para comprar pão e bolo. Aprendi a cozinhar, fui em várias festas infantis levando marmita. Ouvi a palavra “coitadinha” mais de uma vez no mesmo dia, se referindo tanto a mim como à minha filha.

Coitadinha, não, olha como eu papo direitinho.
Porém, enfim, o tempo foi passando, os escapes foram se tornando menos frequentes… o peso foi melhorando… fomos reintroduzindo as frutas e legumes aos poucos… até que, em dezembro de 2015, 1 ano e 10 meses após o diagnóstico, fizemos a reintrodução da soja. E ela tolerou via leite materno. O próximo passo foi, apesar da negativa da pneumopediatra que nos acompanha até hoje (com muita paciência, porque me ter como mãe de paciente não deve ser fácil), introduzir a fórmula de soja. Fomos de Aptamil Soja 2, que foi bem tolerado pela Fofinha… que passou a tomar seu leitinho feliz. 2 copos de fórmula por dia e comendo mais coisas, voltou a engordar bem (e mamando leite materno também).
Janeiro chegou, tentamos introduzir leite de vaca… fuém fuém… para tudo, volta pra soja…
Fevereiro tentamos de novo. Como ainda mamava leite materno, comecei comendo traços de leite, para depois prosseguir para alimentos assados com leite, depois ofereci um bolo feito com leite pra Fofinha…
… fuém fuém, deu diarréia! Só que deu febre também! Ou seja… VIROSEEEEEE! Para tudo de novo, espera melhorar, 15 dias depois tentei de novo. Comeu bem o bolo, nada de reações… 1 semana depois, iogurte. Também nada… 2 semanas depois, Milnutri. Tomou, não reagiu, mantive o Milnutri na escola e em casa, liberei a alimentação, o bichinho começou a comer feito uma draga. Mas ganhei uma amostra de Enfagrow e resolvi tentar. 
Hoje ela toma seu Enfagrow de 2 a 3 vezes no dia, come de tudo (de tudo mesmo, o que der, traça), podemos viajar tranquilamente sem nos preocupar com restrições alimentares (mas o olho fica acostumado, acabo sempre observando para ver como o local acomoda os hóspedes com alguma restrição) e vamos às festas sem marmita.
(mas, como a vida não pode ser 100% perfeita, ainda temos a tal da alergia respiratória pairando na casa)