3anos, 7anos, viajando

Viajando com alérgico – Canadá

Este ano podemos dizer que estamos com rodinhas (ou asinhas) nos pés. Acho que nunca viajamos tanto assim com as crianças, até porque, enquanto a Fofa era pequena, faltava coragem (e grana… aliás, essa continua faltando, mas o trabalho do papai ajuda nas viagens) para sair de casa. Engraçado que, se formos comparar, a Fofinha é bem pior para se lidar do que a Fofa jamais foi.

A viagem de trabalho do papai, desta vez, nos levou para o Canadá, mais precisamente, para Cochrane, AB, perto de Calgary, terra dos caubóis canadenses. Viajamos bem na época do Calgary Stampede, que é uma festa típica, com rodeios, comidas, mosquitos e afins.

Como sempre, a viagem começa nos preparativos. Passaportes todos válidos, vistos americanos válidos (pois fizemos conexão nos EUA) e vistos canadenses válidos. Lembrando que começamos os preparativos antes da mudança da lei, que hoje permite que o brasileiro portador de visto americano válido possa entrar no Canadá somente com o ETA (eletronic travel authorization) – que é mais barato e dá pra fazer online.

Não temos mais chiadores crônicos nessa família feliz, mas como o seguro morreu de velho, nossa caixinha de remédios incluía a já conhecida “bombinha” de salbutamol (e receitas atualizadas em inglês e carta para uso da medicação também em inglês, como fiz na viagem para a Grécia), além do corticóide nasal, corticóide oral, soro fisiológico…

… aliás, sabiam que nos EUA e no Canadá não vendem soro fisiológico de garrafinha, como no Brasil? Eu descobri isso quando comprei o Sinugator em janeiro, nos EUA. Ele vem junto com 30 saquinhos de um pó (cloreto de sódio + bicarbonato de sódio) que você coloca em 240ml de água fervida ou filtrada e usa para lavar o nariz. Na América do Norte, você só encontra soro fisiológico em embalagens próprias para a limpeza ocular ou nasal como sprays.

Então levei soro em ampolas de 10ml para poder levar na mala de mão – precisei lavar o nariz da Fofinha minutos antes do embarque, para que ela não chorasse de dor de ouvido na decolagem.

Não precisamos mais de alimentação especial no avião, mas caso fosse necessário, a United orienta a solicitação 24 horas antes do vôo ou no momento da compra. Pessoas APLV teriam que solicitar a refeição vegana, pois não há opção sem leite e derivados especificamente (há para intolerantes ao glúten). Vi várias pessoas recebendo refeições especiais, sem erro pelos comissários de bordo.

Fizemos nossa primeira parada em Houston, TX, onde não tivemos que pegar nossas malas pra passar na imigração \o/ porque a United tem um acordo com o aeroporto de Houston para que as malas reembarquem direto pro destino final. Nas lojas e praça de alimentação locais, nada de extraordinário, como sempre, tinha uma Starbucks…

No vôo de Houston até Calgary, havia opção de menu especial, mas tudo pago a parte (sabe aquela história da Gol e da LATAM cobrarem as refeições? Pois é, aqui isso é uma realidade), somente as bebidas eram cortesia. Se não me engano, poucas opções (para não dizer nenhuma, tinha uma pipoca com sal marinho) para pessoas com alergias alimentares.

E ainda bem que levamos a bombinha na viagem… porque a primeira coisa que a Fofa fez assim que chegou foi tossir loucamente e ficar cansada.

7anos, pediatra, trocando experiências

Uns bichinhos passeando pela cabeça…

Junho chegou, com ele, veio o frio (até gosto, mas não gosto dos vírus que vêm com ele), as Festas Juninas (adoro. Saio deste mês rolando) e uns bichinhos muito dos safados que começam a caminhar pelas cabeças das crianças. Lembro até que, quando estava na escola, vinha na agenda a circular da Festa Junina e, logo depois, o aviso da temporada dos piolhos.

Ao contrário do que muita gente imagina, piolho (Pediculus capitis) não é coisa só de criança que não toma banho. Ele não faz distinção entre nível social, cheiro de shampoo ou sexo. Ele também NÃO VOA, sendo transmitido através de bonés, chapéus, pentes, tiaras, faixinhas de cabelo, ou seja, por contato direto. Por isso as meninas de cabelos compridos parecem ser as vítimas favoritas desses bichinhos.

O principal sintoma é a COCEIRA, causada pela picada do piolho, seguida de uma irritação da pele, geralmente na nuca e atrás das orelhas. E isso incomoda MUITO. Mas muito muito muito mesmo. É aquela coceira beirando o insuportável. Aí, quando a criancinha chega perto, você enxerga aquele MONTE de lêndeas penduradas nos fios de cabelo e, dependendo da infestação e com alguma sorte, um “boizinho” andando. >.<

piolho
Lêndeas
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Piolho

O tratamento é feito em duas etapas: matar o piolho e tirar as lêndeas. Para matar o piolho, podemos usar shampoos e loções próprios para isso e alguns métodos caseiros:

  • Permetrina loção 1%
  • Deltametrina shampoo ou loção 0,2mg/ml
  • Benzoato de benzila loção 0,2mg/ml ou sabonete 100mg/g

Em todos os casos, deve-se passar a loção ou shampoo ou sabonete nos cabelos e deixar de 10 a 20 minutos para depois lavar. Pode passar um pouco de condicionador para facilitar o uso do pente-fino, que pode ser de plástico ou de metal. Depois de alguns longos minutos (que podem parecer ou se tornar horas), enxague novamente os cabelos e seque.

Uma das medidas caseiras mais populares é o uso de água misturada com vinagre branco na proporção 1:1 (1 copo de água morna para 1 copo de vinagre), que teoricamente mataria as lêndeas. Digo teoricamente porque eita troço chato de se matar…

De 7 a 10 dias depois do primeiro tratamento, pelamordedeus REPITA TODO O PROCESSO, pois esse é o tempo que a lêndea leva para terminar seu processo de desenvolvimento e aparecerem novos piolhos.

Em caso de pânico, alguém vai falar do tal do “comprimidinho mágico contra piolhos”, a ivermectina. Ela realmente é boa, mas deve sempre ser prescrito por um médico, pois a dose tem que ser calculada pelo peso da criança e não pode ser dado para crianças cujo peso seja inferior a 15kg, pelo risco de intoxicação.

Não se esqueça de avisar a escola para que as famílias das outras crianças também procurem por piolhos nas cabecinhas, pois já passamos da época em que se acreditava que o piolho aparecia do nada. Enquanto UMA criança tiver UM piolho na cabeça, as outras irão se reinfestar.

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Suco para bebês? Não, não, não!

Não é de hoje que várias publicações têm contra-indicado o uso de suco de frutas na alimentação de bebês menores de 1 ano (sim, mesmo os naturais). Até agora, justificávamos através do aumento da prevalência de obesidade em adolescentes e adultos e falávamos do tal índice glicêmico, mas mesmo assim, a tradição e a cultura local algumas vezes falava mais alto e o suquinho voltava a aparecer dentro dos copos dos bebês em introdução alimentar.

Até que, este mês, a Academia Americana de Pediatria publicou um artigo de recomendações em uma das revistas científicas mais importantes para os pediatras. Por ser uma recomendação de conduta, também apresenta vários motivos para não oferecer suco de frutas aos bebês (infants, no original) e suas justificativas:

  • O suco de frutas em excesso pode levar a diarréia e síndromes de mal-absorção.
  • O suco de algumas frutas possui flavonóides, o que pode interferir no metabolismo de alguns medicamentos.
  • Não há justificativa nutricional para se oferecer sucos de frutas antes de alimentos sólidos. Inclusive, a ingestão de sucos pode comprometer a ingestão de leite materno ou da fórmula, por substituição, reduzindo o aporte de proteínas, gorduras, vitaminas, ferro, cálcio e zinco.
  • Aumenta a frequência de cáries, principalmente se houver muita oferta, através de copos de transição com tampa em local de fácil acesso.

Por isso, sempre se deve priorizar o consumo de frutas FRESCAS, INTEIRAS, para que haja consumo das fibras e, para matar a sede, sempre a nossa amiga ÁGUA. Não há necessidade nenhuma do uso de suco de frutas na alimentação rotineira das crianças.

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A febre, nossa amiga.

É agora que vocês devem estar lendo o título do post e pensando: “pronto. Ela enlouqueceu de vez”.

Pode até parecer, afinal, a FEBRE é a causadora de pelo menos 30% dos meus atendimentos presenciais durante a semana (só não é mais porque faço puericultura e meus agendamentos são feitos em pacotes). Mas quem leva as crianças para passar comigo já ouviu pelo menos uma vez a frase “prefiro doença com febre do que doença sem febre”.

Por que isso?

Para responder a essa pergunta, vamos primeiro a algumas definições. Da Wikipedia mesmo:

Febre ou pirexia é a elevação da temperatura do corpo humano para cima dos limites considerados normais (36 a 37,3 °C), intervalo que compreende 95% da população sadia.[1]

Embora a definição mostre o limite superior como sendo 37,3ºC, para fins médicos, consideramos febre como sendo a temperatura axilar acima de 37,5ºC.

A febre é uma reação do corpo contra patógenos com várias utilidades[6]: Estimula a proliferação de linfócitos; Aumenta a atividade de macrófagos; Reduz o efeito de algumas endotoxinas termossensíveis; Reduz a atividade dos patógenos que crescem melhor a temperatura ambiente.

Portanto, ter febre significa que o Sistema Imunológico está funcionando para combater a doença. O que também não quer dizer que podemos deixar a febre subir a Deus dará. O ideal é medicar sempre que a temperatura estiver igual ou acima de 37,5ºC ou sempre que a criança estiver desconfortável ou com dor.

E por que os médicos do pronto-socorro falam que tem que esperar 2 ou 3 dias antes de levar a criança com febre pra lá?

Porque, nas primeiras horas de febre, geralmente não há sinal ou sintoma visível para ser tratado, pois as infecções que mais comumente causam febre (otite, amigdalite, rinossinusite) são complicações de um resfriado. Evidentemente, existem situações em que não se deve esperar 2 dias antes de levar a criança ao atendimento médico:

  • Quando a criança tem menos de 1 mês de vida;
  • Quando a criança fica abatida mesmo após o uso de antitérmico;
  • Quando está chorando persistentemente ou fica choramingando;
  • Quando está muito sonolenta e/ou irritada.

Febres prolongadas sem diagnóstico devem, na medida do possível, ser investigadas com o pediatra de rotina, pois alguns exames não são realizados pelos serviços de urgência e emergência. E, na dúvida, sempre consultem o pediatra.

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Vamos falar de Doença Mão-Pé-Boca

O quadro inicial não difere da clássica “virose”: febre, com duração de 3 a 6 dias, mal-estar, sem sintomas específicos que ajudem no diagnóstico (ou seja, não tosse, não dói o ouvido, não dói a garganta)… até que a criança para de comer e começam a aparecer um moooonte de bolinhas avermelhadas nas mãos e nos pés e aftas na boca. A família corre pro pediatra e o diagnóstico sai como Doença Mão-Pé-Boca.

Traduzindo em miúdos: é uma doença VIRAL, podendo ser causada pelo vírus Coxsackie A5, A7, A9, A10, B2 e B5 e pelo enterovírus 71, mas com maior frequência pelo Coxsackie A16. Geralmente afeta crianças menores de 10 anos, com transmissão fecal-oral, por gotículas (via respiratória) e pelo líquido das vesículas na fase ativa da doença. Cursa com febre alta, falta de apetite e mal-estar e, após um ou dois dias do início da febre, aparecem bolinhas na boca, nas mãos e nos pés (geralmente em região palmo-plantar), que se tornam aftas e pequenas bolhas d’água (vesículas), bem dolorosas.

A doença não tem tratamento específico, somente de suporte, então só tratamos os sintomas: antitérmico para a febre e analgésico para a dor. Não há consenso entre a necessidade de afastamento da escola, mas por precaução, é melhor que a criança fique em casa enquanto tiver as lesões ativas da doença, que duram de 7 a 10 dias.

Felizmente, as complicações são raras, mas a doença exige cuidados, pois a criança não irá querer se alimentar ou ingerir líquidos por causa da dor.

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Viajando com Alérgico – Orlando!

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Vivaaaaaaaaaa!

E, enfim, a tal viagem para conhecer as princesas saiu do papel. Quem já acompanha o blog há algum tempo, deve se lembrar de quando tirei o passaporte da Fofa (o primeiro em 2012, pois pretendíamos viajar em 2013, mas aí veio uma Fofinha a mais. O segundo, em 2015, aí já tiramos os passaportes das duas), então sabe que essa viagem foi planejada com muito carinho.

Porém, a tal da alergia alimentar adiou os nossos planos em um ano. Por mais que o complexo Walt Disney World Resorts seja notadamente conhecido por ter opções para alérgicos, nós é que não iríamos arriscar ter todo o stress de uma viagem internacional de novo (já fomos pra Grécia, lembram?).

Claro, a alergia alimentar passou, mas a tal da asma e da rinite, não. Então os cuidados básicos se mantiveram:

  1. Escolher um hotel que não tivesse carpete;
  2. Levar receitas em inglês;
  3. Levar todos os remédios de uso contínuo E para emergências;
  4. Ir com um BOM seguro saúde com opção de cobertura para doenças pré-existentes.

Preparativos feitos, passagens e ingressos comprados, lá fomos nós pro aeroporto de Guarulhos para encontrar o resto da família e começar a incrível jornada.

Fomos de LATAM até Miami, de onde faríamos a conexão para Orlando pela American Airlines. Logo na primeira refeição, a boa surpresa: não erraram a refeição especial do meu cunhado, que solicitou sem lactose (não olhei direito pra ver o que veio na bandeja dele, porque estava ocupada equilibrando a bandeja da Fofinha). Porém, já sabíamos que na próxima etapa, não haveria a opção especial, pois em vôos domésticos, a American Airlines oferece somente bebidas como cortesia, os lanches são comprados.

Depois de uma série de atrasos (incluindo a saída de Guarulhos, a fila da imigração, a perda da conexão…), chegamos ao hotel. Ficamos no Vacation Village at Parkway, um resort perto da saída para os parques, em Kissimmee. Bem equipado, com apartamentos conjugados (compartilhando o mesmo número e hall de entrada), um com cama king size + sofá-cama e cozinha completa e o outro com cama de casal padrão + sofá cama e cozinha com forno elétrico. Também tinha piscina, mas com um frio de 9ºC, preferimos nem conhecer.

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Agora, uma coisa posso dizer: estava FRIO. MUITO FRIO. Pra quem é do interior de SP, ainda, era CONGELANTE. Parecia que a Elsa tinha passado por ali e construído o castelo de gelo dela em cima do hotel. E claro que os caipiras aqui não tinham roupa suficiente para aguentar isso, então corremos pro Walmart mais próximo para comprar roupas de frio (passamos em Disney Springs antes pra trocar os vouchers e comprar as Magic Bands, então lógico que teve a passadinha na Zara). Também compramos comida para os lanches e café da manhã… e aí que os meus conhecimentos de inglês valeram a pena, porque ainda tenho o hábito de ler rótulos.

No próximo Viajando com Alérgico: os parques.

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Casa nova, logo novo…

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Mudei tudo!

Pois é, mudei o blog de casa, mudei o nome dele, mudei o logo…

O motivo? Depois de anos escrevendo o Mamãe Pediatra, de maneira 100% amadora, só para descontrair e para levar um pouco de informação para as pessoas de que gosto, resolvi registrar o domínio. Só que daí descobri que ele já tinha sido registrado. Ahã. O domínio direciona para a página de outra mamãe pediatra, iniciada bem depois da minha, mas sabe como é a vida, né? O nome pertence a quem registrar primeiro.

Então contratei os serviços de uma amiga mega master blaster competente para fazer a minha identidade visual, que será usada nos meus materiais de papelaria pro consultório e para a definição da minha marca virtual. Como já usava o nome mamiped nos logins de várias redes sociais (Twitter, Instagram e Snapchat), foi esse que escolhemos para usar na identidade visual.

Com isso, as meninas e eu ganhamos também uma cara nova para o mundo virtual, que será usada em diferentes momentos.

Peço muuuuuuita paciência… pois vou fazer a migração do conteúdo antigo através do próprio WordPress, então pode ser que não dê certo de primeira…

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Sobre febre amarela e mosquitos

Eu queria que a primeira postagem do ano fosse mais um Viajando com Alérgico (Orlando! Disney e afins), mas quis o mosquito que as atenções fossem voltadas a ele. Como já vi escrito por aí, em tempos de crise, o Aedes aegypti diversificou suas atividades, agora ele transmite dengue, zika, chikunguya e febre amarela.
Piadas a parte, vamos primeiro às definições, pois elas são importantes para entendermos o que estamos enfrentando.
A febre amarela é uma doença FEBRIL aguda, de curta duração (máximo 12 dias), que pode variar de leve até casos graves, potencialmente fatais. Tem evolução bifásica, o que significa que tem início súbito, cursando com febre alta, pulso lento, calafrios, dor de cabeça forte, dor no corpo, prostração, náuseas e vômitos, que duram por volta de 3 dias. Depois desse primeiro período, há uma melhora, com a febre cessando dois dias depois. Pode então, evoluir para a cura ou para um segundo período de doença, considerado mais grave, com febre mais alta, vômitos escuros, diarréia, insuficiência hepática, icterícia e manifestações hemorrágicas, levando a torpor, comprometimento da consciência, até o coma.
É causado por um arbovírus, cujo reservatório natural e vetor é o mosquito da espécie Haemagogus janthinomys, sendo os hospedeiros, os macacos. O ser humano não imunizado entra no ciclo acidentalmente. E onde entra o Aedes aegypti? Ele é o vetor e reservatório natural da Febre Amarela URBANA (FAU), cujo último surto no estado de SP data de 1942.
Os casos atuais são de Febre Amarela SILVESTRE (FAS), sendo que o último surto foi em 2009. Novamente, o ser humano entra acidentalmente no ciclo da FAS, quando segue não imunizado para áreas com circulação natural do vírus.
Isso também não quer dizer que precisamos matar os macacos, como já vem acontecendo em algumas regiões de MG. Eles são nosso alerta, o indicativo de que algo anormal está acontecendo e que a vacinação precisa ser intensificada naquela região.
Falando sobre a vacinação, ainda não há recomendação para a vacinação de rotina para residentes de Campinas e RMC. A vacinação deve ser feita somente nas pessoas que irão se deslocar para áreas de risco e somente seguindo o calendário vacinal:
  • Menores de 6 meses: VACINA CONTRA-INDICADA. Deve-se procurar adiar a viagem para locais de risco e seguir as medidas de proteção contra picadas de insetos.
  • De 6 a 9 meses, moradores de área de risco em situação de surto ou com viagem inadiável para região de surto: 1 dose, seguida de 1 dose de reforço aos 4 anos de idade.
  • De 9 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade: 1 dose, seguida de 1 dose de reforço aos 4 anos de idade.
  • A partir dos 5 anos de idade, com primeira dose antes de completar 5 anos: 1 dose de reforço.
  • A partir dos 5 anos de idade, primovacinação: 1 dose, com reforço em 10 anos.
  • A partir dos 5 anos, com 2 doses documentadas: considerar imunizado. Não realizar nova dose.
  • Gestantes: VACINA CONTRA-INDICADA. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação.
  • Lactantes de bebês menores de 6 meses de idade: VACINA CONTRA-INDICADA. Recomenda-se aguardar até que o bebê tenha 6 meses ou suspender o aleitamento materno por 28 dias.
Lembrando que é necessário ficar atento às notícias, pois sempre que houver mudança nas cidades com recomendação de vacinação, é por ali que ficaremos sabendo.
A última atualização foi a inclusão das cidades: 
  • AGUAÍ
  • ÁGUAS DA PRATA
  • CACONDE
  • CASA BRANCA
  • DIVINOLÂNDIA
  • ESPÍRITO SANTO DO PINHAL
  • ESTIVA GERBI
  • ITAPIRA
  • ITOBI
  • MOCOCA
  • MOGI-GUAÇU
  • MOJI MIRIM
  • SANTA CRUZ DAS PALMEIRAS
  • SANTO ANTONIO DO JARDIM
  • SÃO JOÃO DA BOA VISTA
  • SÃO JOSÉ DO RIO PARDO
  • SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA
  • TAMBAU
  • TAPIRATIBA
  • VARGEM GRANDE DO SUL
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Sobre definições de cores e gêneros…

Desde pequena, ensinamos a Fofa que não existe “cor de menina” ou “cor de menino”. Bem como também não existe “brinquedo de menina” ou “brinquedo de menino”. Existe brinquedo. Ponto. Da mesma forma que a ensinamos a respeitar a opinião dos outros, respeitamos a dela também, por isso, quando ela definiu que cor-de-rosa era a cor favorita dela, assim seria.
Por anos o nosso mundo foi cor-de-rosa. Era fácil acertar na roupa, no sapato, no lacinho de fita pro cabelo. Os parentes e amigos achavam fácil, era só comprar algo rosa que era certeza de cair no gosto dela.
Mas daí ela cresceu. Passou a continuar gostando do rosa, mas começou a gostar das outras cores também. Roxo, amarelo, verde…
… até que veio a sentença.
Mamãe, eu não gosto mais de rosa.

Eu, nessa hora.

Só que o “não gostar” envolvia o “não vou mais usar” também. Não pensei que fosse ser tão complicado, pois ela devia ter roupas não-rosa, certo?
Errado.
Devia ter um conjunto só, verde. E olha lá. Para completar, ela passou por um estirão de crescimento e nenhuma roupa servia (mentira. O uniforme escolar servia). Então lá foi a mãe e a vovó às compras para refazer o guarda-roupa.
PRIMEIRO problema: onde achar roupas não-rosa para meninas? Sim, porque ela ainda quer roupas femininas, ela só não quer que sejam rosa. Na idade dela? Beirando o impossível.
SEGUNDO problema: ela adora o desenho Hora de Aventura. O primo dela também e ele tem um roupas com estampas da série. Portanto, ela quer roupas com estampas da série para ela também. Pra achar? Só garimpando nas lojas. E mesmo assim, dependendo da unidade da loja, não tem.
TERCEIRO problema: o tamanho. Minha meninona é maior do que as colegas da mesma idade (e maior do que alguns meninos também…). Portanto, roupas tamanho 8 feminino não servem (mas as tamanho 6 masculino servem).
Um dos achados de hoje. Ela adora a Marceline.
QUARTO problema (mas não o menos importante): quase tudo o que se faz para meninas nessa idade está relacionado a corações, bichinhos fofinhos, frufrus e glitter. E se uma menina quiser uma camiseta de uma rainha vampira? E pensando em personagens femininas mesmo, por que é tão difícil achar uma camiseta de Miraculous Lady Bug no tamanho que preciso? 
“Ah, mas é porque a modelagem é padronizada e é diferente para meninos e meninas.”
Nem todas as meninas são sílfides compridas e fininhas. E nem todos os meninos são brucutus de ombro largo. Talvez seja hora de repensar essa tabela de tamanhos. E as padronagens de estampas. 
aplv

Viajando com alérgico – The Royal Palm Plaza Resort… de novo

Não posso negar que, morando na mesma cidade que o resort e tendo o plano do Vacation Club, passar alguns fins de semana no The Royal Palm Plaza Resort se tornou um dos passeios favoritos da minha família.
Desta vez vou falar, ainda do ponto de vista do alérgico, mas já com a liberdade de poder comer sem precisar ficar paranóica com alérgenos.
Já começo com uma crítica: ainda não há placas indicativas de alérgenos nos restaurantes. As unidades do restaurante Kilimanjaro (Shopping Iguatemi Campinas e Galleria Shopping), por exemplo, embora não garantam a isenção de traços, possuem indicações no cardápio. As unidades da rede América, de São Paulo, têm cardápio exclusivo. Enquanto isso, tanto o buffet infantil, servido no Paço dos Nobres, como as refeições servidas no Terraço e no Vila Real, não possuem essa indicação. Desta vez, não encontrei nem a cestinha de produtos sem glúten e os biscoitos de polvilho da Copa do Bebê não eram mais da marca Fabitos, portanto, certamente tinham leite em sua composição.
Não vou nem falar que o que mais tinha nesse prato aí era derivados de leite…
Mas uma coisa me chamou a atenção: os monitores, na hora do cadastro, perguntam se a criança tem alguma restrição alimentar e, caso afirmativo, colocam uma pulseira amarela no pulso além da branca de identificação. 
Na boa, eu não deixaria a minha filha ficar sob o cuidado dos monitores caso ela ainda tivesse alergia alimentar. Não dá para exigir que eles fiquem de olho nela 110% do tempo para evitar que ela coma algo que faça mal. O menu do buffet infantil é MARAVILHOSO para uma criança, mas um PESADELO para os pais de uma criança alérgica, porque…
1) Não tem plaquinha. Não tem. SÉRIO. Porrrrr favorrrrr, uma plaquinha indicando os possíveis alérgenos em cada rechaud não é algo tão complicado para um resort tão tão tão bom!
2) QUASE TUDO tem leite! Ou queijo! Ou manteiga! Ou ovos! Só se salvam o arroz, o feijão e a batata frita (que a gente torce para não ter sido frita no mesmo óleo dos nuggets ou torce pros nuggets não terem leite no empanado) e fiquei em dúvida com os legumes no vapor. O macarrão é passado na manteiga e não sei se o frango grelhado também não recebe essa camadinha de gostosura láctea (eu gosto sim).
3) Sobremesa: só se salva a gelatina e olha lá. Eles fazem um sorvete caseiro ESTUPENDO, mas lógico que vai leite. Tem dias que aparece uma fruta, mas ela é mais presente no café da manhã.
Falando da parte boa, porque tudo tem que ter a parte boa, o café da manhã tem mais variedade para um alérgico (que pode consumir traços): 
  • Tem tapioca,
  • geléia,
  • frutas,
  • granola,
  • suco de frutas fresquinho, 
  • pão francês,
Mas tudoooooooooooooo sem plaquinha! Já perceberam que sou meio maníaca com essas plaquinhas…?
Nos quartos, quem tem uma criança APLV ainda tem que tomar cuidado com o chocolatinho de mimo que deixam em cima das camas: se a camareira vir que tem crianças, irá deixar o chocolate ao leite. Existe a opção do meio-amargo, mas ainda com rótulo antigo, sem a indicação de traços.

Claro que tudo é compensado pela equipe de recreação. Não importa quantas crianças tenha, a equipe é animada, gentil, maravilhosa e educada, aliás, como todos os funcionários do resort. Ficar lá é um excelente exercício de educação para as minhas meninas, porque de tanto ouvir “por favor”, “obrigada”, “eu que agradeço” (não que a gente não use isso em casa, mas quando todo o mundo ao seu redor joga contra, um pouco de gentileza ajuda muito), elas voltam educadíssimas para casa.

Ah, desta vez consegui ver o ambulatório em funcionamento (não com as minhas filhas)! Têm todo o equipamento básico de urgência, incluindo um torpedo de oxigênio, então crianças que precisem fazer inalação têm todo o material necessário lá 🙂

Prometo que o próximo Viajando com Alérgico será em um local diferente 😉